Olá,
Depois de um problema com a minha internet, que demorou tempo demais para ser resolvido e depois de uma virose forte que me impediu de sequer levantar da cama, estou de volta. Peço que me desculpem pelo longo tempo sem postar.
Bom,eu ia coplocar mais um texto "não-romantico no blog, mas ,como é ano novo, e eu não quero começar com o clima pesado, o texto que postarei é algo mais leve, espero que gostem.(A música é "De Qualquer Maneira - Isabella Taviani") Leiam e tirem suas próprias conclusões:
Apaixonado
O dia estava claro. Mais uma olhada para o céu e ele veria, por detrás de seus óculos escuros, que o céu estava limpo de nuvens e mesmo assim o sol não castigava com um calor escaldante. Mas isso era fácil de perceber pela brisa suave que parecia segui-lo. Enquanto caminhava tranquilamente pela rua à caminho de casa olhava, sem realmente enxergar o rosto de alguns passantes,uns indiferentes, e outros que sorriam ao vê-lo, mesmo sem nem ao menos conhecê-lo. Não que ele pudesse notar,sua mente planava enquanto pensava em coisas bobas e sem muita importância . Mal notara que, ao caminhar, estampava um sorriso bobo no rosto. O sorriso dos apaixonados.
Horas atrás ele acordara com ela em seus braços,abraçando-a pelas costas,enquanto ela pareca ainda descansar angelicalmente. Podia sentir o perfume suave de seus longos cabelos loiros enquanto seu braço a trazia aquele corpo inocentemente sedutor para junto de si, fazendo seu rosto aproximar-se mais da nuca daquela mulher. Suas pernas, entrelaçadas com as dela, relutavam em se mover, temendo acordá-la. Ainda não queria isso, queria aproveitar mais daquela sensação gostosa que sentia só de estar perto dela, e da vontade de sorrir que ela despertava nele mesmo sem saber.Esperava que ela ainda estivesse dormindo, assim poderia aproveitar um pouco mais daquela sensação de felicidade plena enquanto recordava os momentos da noite anterior.
Uma noite que havia terminado com a entrega de dois corpos apaixonados. Ele havia se surpreendido, não pensara que seria ela que o chamasse para passar o resto de noite com ele. E como recusar um pedido como o dela? A forma tímida de pedir, o rosto pendendo um pouco para a direita, os olhos brilhando e com os lábios contraídos, numa espécie de súplica para que sua vontade fosse cumprida. Uma autêntica cara de criança pedindo um agrado, o que ele nunca recusaria. Mas aquela mesma mulher que lembrava uma criança com traços infantis e angelicais, era aquela que o capturava entre seus braços, como em um desespero por tê-lo e temer perdê-lo. Ele a abraçou enquanto se deliciavam um com o outro. As bocas sorvendo cada milímetro possível do outro, enquanto se dirigiam para o quarto. Cômodo que serviu de testemunha de duas almas unindo-se em um só corpo, juntas por um amor incontestável e expresso por gemidos e súplicas sussuradas, enquanto a noite findava e deixava dois corpos exaustos, mas felizes(completos), descansarem abraçados em cima de uma cama.
Uma noite romântica, era o que ele proporcionara. Um jantar em um restaurante pouco conhecido, mas aconchegante e com uma atmosfera propícia à dar mais encanto à noite do casal. Entre poucas taças de vinho, sobremesas e risadas, ele pôde ter certeza que era ela que ele estava procurando para completar sua vida. Não que ele já não soubesse disso, mas era tão bom confirmar a cada gesto, como o rubor na face após algo dito em seu ouvido. Ou o interesse dela por qualquer coisa, mesmo as mais frívolas, que ele dissesse. A voz suave e o modo com que as palavras saíam docemente de sua boca ao dizer ou comentar qualquer coisa, até mesmo num comentário simples sobre a comida ela conseguia hipnotizá-lo e ele não sabia se prestava atenção, ou se observava,ou melhor,deliciava-se a cada movimento daquela boca, antes de capturá-la em um beijo. E o que dizer dos sorrisos? A cada um que ele recebia, tentava apreciar cada detalhe, os dentes alinhados numa fileira branca e perfeita, o rosto que parecia se iluminar com um simples sorriso, a forma como seu cabelo costumava balançar quando ria timidamente, os olhos um pouco cerrados, com divertimento, e aquela boca... A boca, oh céus! Como observar aquela boca sem sentir vontade de sentir seu gosto?
Sentiu ainda o arrepio e a sensação de borboletas no estômago apenas ao lembrar dos acontecimentos da noite anterior. Se tirasse seus óculos escuros, todos veriam um brilho em seus olhos que não pertencia ao reflexo solar, mas era o espelho de uma alma que enfim achara seu complemento. Continuou seu caminho com o sorriso no rosto, sabia que era o início de uma nova fase de sua vida, como se talvez, somente agora estivesse pronto parar viver, feliz.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
sábado, 11 de outubro de 2008
Mais uma noite
Depois de um longo tempo sem postar, aqui estou eu com um pequeno texto.
Nunca pensei que fosse demorar tanto pra escrever alguma coisa, mas os estudos na faculdade têm drenado toda a minha atenção e, são raras as vezes que tenho tempo para o lazer, e acabo deixando o "prazer árduo de escrever" um pouco de lado.
Mudei a música para uma coisa mais com a "alma" do blog. "Moonlight Sonata" do Beethoven (claro que não ela inteira, mas só os primeiros 6 minutos). Espero que gostem assim como eu gosto dessa música.
Agora deixa eu colocar logo o texto, mas antes um aviso: Eu fui um pouco diferente do romantismo meloso dos contos que escrevi, espero que, mesmo que não gostem, possam compreender que sou apenas alguém que gosta de escrever e deseja, sobretudo, aprender com os variados estilos pelo qual tenho certa afeição, mesmo que não siga um próprio ou pré-definido. Leiam e tirem suas próprias conclusões:
Mais uma noite que ele passava trancado dentro de casa. Não podia ouvir o som doce de uma suave melodia romântica que saía de seu rádio estéreo. Muitas coisas para fazer, mas não mais as faria.
Cansado de seu emprego. Um trabalhozinho medíocre e rotineiro que ele julgava ser pouco para seu potencial. Queria escrever mais que simples notas nos classificados. Sempre sonhara em colunas, ou editoriais, que, mesmo não podendo assinar seu nome, sentiria-se mais realizado. Mas o salário compensava sua frustração, até que o vazio no campo profissional fosse tamanho, que sentia-se mais como uma peça mecânica, indispensável, mas sem destaque algum.
Ao menos tinha um noivado. Ela, linda, morena, olhos castanhos, mesma cor dos cabelos. rosto infantil numa mente de mulher. Mulher essa que não era mais sua. Terminaram havia dois meses e ela já estava feliz de novo, com outro. Enquanto ele, ao invés de remoer-se pelo amor perdido, tentava, frustradamente, conseguir um novo amor. Ainda era jovem e tinha tempo, até que essa desculpa não colava mais e a solidão era grande demais para suportar.
Seus amigos podiam consolá-lo, quem sabe? Mas qual? Seu amigo mais próximo havia conseguido um emprego como correspondente internacional em Londres,e se falavam somente por videoconferência. Podia sentir o frio de Londres atingir sua amizade enquanto conversavam. Seu amigo era ocupado demais. Tinha uma velha conhecida por perto, mas ela agora estava casada com um marido violento e ciumento. Se a procurasse para conversar, provavelmente causaria uma briga e vários hematomas nela. Não queria causar problemas para ninguém, mesmo que, para isso, tivesse que sustentar seus próprios.
Levantou-se de seu devaneio. Trancou-se em casa, ligou o aparelho de som, pegou um vinho, o mais antigo que tinha e o pôs para gelar, enquanto preparava-se para um banho memorável em sua banheira. Gastou quase todo o recipiente de sais de banho, bem como demorou quase uma hora inteira deitado, refletindo e com um sorriso em seu rosto. Saiu do banho, vestiu-se das roupas que ele mais gostava de usar e foi tomar seu vinho, acrescentando um estranho conteúdo à bebida, e misturando logo em seguida.
Demorou algum tempo e não mais pôde ouvir a música que tocava na estação escolhida. O último barulho que escutou, foi da taça de vinho caindo de sua mão e se estilhaçando pelo chão da sala. Seus olhos demorarm um pouco mais, e fitavam um teto branco gelo pouco antes de fecharem, pesados. Peso este que alastrava-se por seu corpo, tirando suas frustrações.
Era a segunda noite que aquele corpo jazia deitado no sofá. Na secretária eletrônica, um telefonema de uma companhia de cartões de crédito e um de seu trabalho, questionando-o por não mais aparecer. Mais uma noite que ele passava trancado dentro de casa. Não podia ouvir o som doce de uma suave melodia romântica que saía de seu rádio estéreo.Muitas coisas para fazer, mas não mais as faria.
Bom, espero que tenham gostado desse texto. Não tenho a menor idéia de quando postarei um próximo. Para terem certeza, aconselho a assinarem o feed , mas apenas se realmente sentirem vontade disso. Me despeço agora e aguardo os comentários(dos quais senti falta =D).
Nunca pensei que fosse demorar tanto pra escrever alguma coisa, mas os estudos na faculdade têm drenado toda a minha atenção e, são raras as vezes que tenho tempo para o lazer, e acabo deixando o "prazer árduo de escrever" um pouco de lado.
Mudei a música para uma coisa mais com a "alma" do blog. "Moonlight Sonata" do Beethoven (claro que não ela inteira, mas só os primeiros 6 minutos). Espero que gostem assim como eu gosto dessa música.
Agora deixa eu colocar logo o texto, mas antes um aviso: Eu fui um pouco diferente do romantismo meloso dos contos que escrevi, espero que, mesmo que não gostem, possam compreender que sou apenas alguém que gosta de escrever e deseja, sobretudo, aprender com os variados estilos pelo qual tenho certa afeição, mesmo que não siga um próprio ou pré-definido. Leiam e tirem suas próprias conclusões:
Mais uma noite que ele passava trancado dentro de casa. Não podia ouvir o som doce de uma suave melodia romântica que saía de seu rádio estéreo. Muitas coisas para fazer, mas não mais as faria.
Cansado de seu emprego. Um trabalhozinho medíocre e rotineiro que ele julgava ser pouco para seu potencial. Queria escrever mais que simples notas nos classificados. Sempre sonhara em colunas, ou editoriais, que, mesmo não podendo assinar seu nome, sentiria-se mais realizado. Mas o salário compensava sua frustração, até que o vazio no campo profissional fosse tamanho, que sentia-se mais como uma peça mecânica, indispensável, mas sem destaque algum.
Ao menos tinha um noivado. Ela, linda, morena, olhos castanhos, mesma cor dos cabelos. rosto infantil numa mente de mulher. Mulher essa que não era mais sua. Terminaram havia dois meses e ela já estava feliz de novo, com outro. Enquanto ele, ao invés de remoer-se pelo amor perdido, tentava, frustradamente, conseguir um novo amor. Ainda era jovem e tinha tempo, até que essa desculpa não colava mais e a solidão era grande demais para suportar.
Seus amigos podiam consolá-lo, quem sabe? Mas qual? Seu amigo mais próximo havia conseguido um emprego como correspondente internacional em Londres,e se falavam somente por videoconferência. Podia sentir o frio de Londres atingir sua amizade enquanto conversavam. Seu amigo era ocupado demais. Tinha uma velha conhecida por perto, mas ela agora estava casada com um marido violento e ciumento. Se a procurasse para conversar, provavelmente causaria uma briga e vários hematomas nela. Não queria causar problemas para ninguém, mesmo que, para isso, tivesse que sustentar seus próprios.
Levantou-se de seu devaneio. Trancou-se em casa, ligou o aparelho de som, pegou um vinho, o mais antigo que tinha e o pôs para gelar, enquanto preparava-se para um banho memorável em sua banheira. Gastou quase todo o recipiente de sais de banho, bem como demorou quase uma hora inteira deitado, refletindo e com um sorriso em seu rosto. Saiu do banho, vestiu-se das roupas que ele mais gostava de usar e foi tomar seu vinho, acrescentando um estranho conteúdo à bebida, e misturando logo em seguida.
Demorou algum tempo e não mais pôde ouvir a música que tocava na estação escolhida. O último barulho que escutou, foi da taça de vinho caindo de sua mão e se estilhaçando pelo chão da sala. Seus olhos demorarm um pouco mais, e fitavam um teto branco gelo pouco antes de fecharem, pesados. Peso este que alastrava-se por seu corpo, tirando suas frustrações.
Era a segunda noite que aquele corpo jazia deitado no sofá. Na secretária eletrônica, um telefonema de uma companhia de cartões de crédito e um de seu trabalho, questionando-o por não mais aparecer. Mais uma noite que ele passava trancado dentro de casa. Não podia ouvir o som doce de uma suave melodia romântica que saía de seu rádio estéreo.Muitas coisas para fazer, mas não mais as faria.
Bom, espero que tenham gostado desse texto. Não tenho a menor idéia de quando postarei um próximo. Para terem certeza, aconselho a assinarem o feed , mas apenas se realmente sentirem vontade disso. Me despeço agora e aguardo os comentários(dos quais senti falta =D).
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